por Gabriela Martin, via Fala Voluntário

intercâmbio voluntário vai muito além de aprimorar uma língua, a experiência inteira pode agregar ao viajante muito mais do que conhecer um novo país, a viagem é, na verdade, um rito de independência. Ele dá a oportunidade de entender que não existe apenas a sua ‘bolha’, aquilo que você está acostumado a ver e viver, é sair da zona de conforto e carregar para sempre consigo momentos que foram um privilégio de viver.

E que melhor maneira de fazer um intercâmbio, se não com baixo custo? Aqui, vão 5 dicas para você planejar e tirar do papel, o seu intercâmbio voluntário.

5 DICAS PARA QUEM PLANEJA FAZER INTERCÂMBIO VOLUNTÁRIO

1. DEFINA O SEU OBJETIVO

“Eu quero ser voluntário”, ok. Mas gostaria de fazer voluntariado do que? Você gosta de crianças, animais, idosos? Quer ajudar algum negócio local? Existem inúmeras possibilidades de intercâmbio voluntário, desde você ensinar línguas para crianças em uma cidade no interior de um país da América Latina, até você prestar serviços de fotografia para hostels ou hospedagens que precisam de ajuda com marketing do estabelecimento.

Por isso, é necessário que você entenda o que quer, saiba no que é bom e possa contribuir para o lugar e, então, definir o que você realmente deseja e seu objetivo.

2. ENTENDA QUE VOLUNTARIADO NÃO É VIAGEM DE LUXO

“Eu quero ser voluntário em um spa nos Alpes Suíços”. Desculpe se vou acabar com o seu sonho, mas voluntariado não é um hotel 5 estrelas com all-inclusive. O voluntariado permite experiências únicas, como quando fui para Escócia ser voluntária em um hostel por duas semanas. Lá, conheci pessoas incríveis, e estive em Stirling, a cidade onde tem o castelo que gravaram Winterfell, de Game of Thrones. Mas também dividi quarto com mais 9 pessoas, limpei quartos, banheiros e trabalhei na recepção.

Você tem uma viagem de baixo custo justamente por estar prestando um serviço, ser voluntário é estar disposto a ‘passar perrengue’, mas aprender muito.

3. ESCOLHA A EMPRESA QUE MAIS SE ASSEMELHA AO SEU DESEJO

Já definiu seu objetivo? Entendeu que não vai passar 24 horas em momentos de lazer? Então, vamos lá, existem empresas de intercâmbio que fazem toda a assessoria e vendem pacotes de voluntariado, mas que não são especialistas no assunto.

Há também algumas empresas, como a Exchange do Bem, que é especializada em voluntariado social e te conecta com projetos sociais mundo afora. Outra opção para voluntariado social é a AIESEC, que oferece programas de voluntariado em ONGs, escolas ou fundações de vários países.

Em outra linha, mais relacionada a habilidades, o Worldpackers te conecta com anfitriões em todos os continentes, sendo eles projetos sociais, hostels, casas, ecovilas. São diversas possibilidades na plataforma, e cabe a você escolher em qual você mais se encaixa, seja cozinhando em um albergue, ou pintando uma escola.

4. CONHEÇA O DESTINO ANTES

Não se preocupe, nesse caso entender o destino é importante. Antes de qualquer coisa, saber mais sobre o lugar que você quer ir, tentar conversar com pessoas que já foram para lá e entender um pouco sobre a cultura local, é necessário para entender se realmente é o que você está esperando, mesmo que, no fim, você só vai saber quando estiver lá.

Lembre-se de que não precisa ir para tão longe para realizar um voluntariado, mas não deixe que essa ansiedade te prejudique ao escolher o destino que você realmente deseja, não queremos ninguém arrependido no final. Pense bem e planeje. E não esqueça de verificar qual a moeda do local, o câmbio e custos locais, nesse caso, pode ser usado como um meio de desempate.

5. NÃO SE ESQUEÇA DO DINHEIRO, VISTO E DO SEGURO SAÚDE

Quando definir o destino, é importante se atentar na tríade do intercâmbio: dinheiro, visto e seguro saúde. É necessário, sim, levar algum dinheiro, mesmo que a viagem já inclua avião, acomodação e alguma alimentação. Sabemos que sempre vai ter algum imprevisto, então é necessário que esteja preparado para tal, ou até mesmo quando você quiser comprar alguma lembrancinha e comer alguma comida típica.

Lembre-se de que cartão não é dinheiro, mesmo que esteja levando cartão pré-pago (ou crédito internacional), é importante que vá com uma quantidade do dinheiro local, por isso, verificar sempre em sites de câmbio é legal, como o Meu Câmbio ou o Melhor Câmbio, que são comparadores de casas de câmbio.

Não se esqueça de levar o seu passaporte e verificar se o país de destino é necessário que tenha visto, senão, corre o risco de nem entrar no país. É importante ter em conta que, em alguns países, não é necessário visto para brasileiros até 3 meses de permanência, por isso, é importante confirmar com a agência, buscar na internet ou entrar em contato com o consulado naquele país no Brasil. No site do Ministério das Relações Exteriores é possível encontrar todas as embaixadas.

E por último, mas muito importante, o seguro saúde. Não vá para países estrangeiros sem um seguro de saúde, pois mesmo se o país tem sistema público nacional de saúde, pode ser cobrado de estrangeiros. Aqui, vão algumas opções: existem bancos que oferecem seguro de viagem, você pode entrar em contato diretamente com alguma seguradora, agências de viagens também podem oferecer, e fique atento se o seu cartão de crédito não tem um seguro. Normalmente, algumas operadoras de cartões oferecem um seguro de viagem gratuito quando comprada a passagem aérea com o cartão de crédito.

Bom, então, guarde as moedinhas para, assim, definir, planejar e ir!

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Por Gabriela Martin – Fala! Fecap

Matéria Original: https://falauniversidades.com.br/veja-5-dicas-para-quem-planeja-fazer-intercambio-voluntario/