por Roberto Ravagnani, via Carta Campinas

Oque a maioria de nós quer na vida é não passar pela vida desapercebido, sem deixar uma pegada ou um legado positivo, tenho certeza disso, não só pela sua história, mas também pela sua família. Mas como fazer isso em tempos tão líquidos como o que vivemos? Tempos em que personalidades são criadas em alguns dias e somem logo em seguida, onde sucesso é fazer uma dancinha diferente ou falar uma besteira qualquer e viraliza pelo mundo todo.

O que a maioria não percebe é que esses movimentos não criam nada ou muito pouco de positivo para a humanidade. Precisamos entender que ações positivas não são fáceis e nem sempre será um viral, pois ações construtivas têm sido vistas como ações velhas, ultrapassadas, antiquadas, fora de moda.
Para criar algo não notável, mas com impacto positivo ou como gosto de dizer deixar uma pegada positiva é necessário trabalho, dedicação, renunciar a algumas “curtidas” e ter a humildade de perceber que o que está sendo feito é de verdade importante para você e para a sociedade e que será lembrado pelo pouco ou muito que fez da mesma forma, foi um trabalho importante.

Criar pegadas positivas, pegadas amorosas, pegadas que serão lembradas e terão impacto na vida das pessoas, esse é o desafio e o resultado de nosso trabalho voluntário, que começa com decisão, com retidão e responsabilidade com o trabalho assumido.

Por isso precisamos de voluntários, todas as causas no Brasil e no mundo precisam de voluntários para apoiar suas lutas defendendo aqueles que mais precisam e os mais esquecidos, não me importo com o número de voluntários no Mundo, sempre vou ter a certeza de que falta mais um, pois quanto mais gente se interessando por gente, menos divisões partidárias, ideológicas, sexistas, religiosas e todas as outras existirão. Querem uma sociedade inclusiva? Incentive o voluntariado. Querem uma sociedade respeitosa? Incentive o voluntariado. Querem uma sociedade segura? Incentive o voluntariado. Querem uma verdadeira sociedade? Incentive o voluntariado.

Não estou aqui afirmando que o voluntariado é uma panaceia magica que tudo resolverá, mas tenho certeza que o incremento do voluntariado na vida do maior numero de pessoas possível, certamente tudo isso se reduzirá.

Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, da IPA Brasil e da AFINCO, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Hub One, Líder Internacional de Yoga do Riso, Conselheiro de Relações Sociais e Familiares do Instituto i. s. de desenvolvimento e sustentabilidade Humana, Diretor da rádio Tom Social, Global Friends of Volunteering (IAVE) e Associado da VRS Consult da Guatemala. www.robertoravagnani.com.br; @roberto.ravagnani

Foto: annie spratt – upl

Fonte: https://cartacampinas.com.br/2021/07/ser-voluntario-e-deixar-uma-pegada-positiva/