Objetivo do projeto “Brincar é Viver ” é criar situações de comunicação prazerosa para promover a interação e capacitação entre quem está na terceira idade

O projeto Brincar de Viver, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), surgiu ainda no início da pandemia já com a meta de atenuar os efeitos do isolamento imposto pela pandemia de covid-19 na população de idosos, principalmente em relação à saúde mental.

A proposta da iniciativa é promover a inclusão social e a promoção da comunicação e da saúde mental de pessoas com mais de 60 anos e de baixa renda, incluindo pessoas que têm alterações cognitivas devido à demência e ao acidente vascular cerebral (AVC) por meio das artes e de muita alegria.

No primeiro ciclo do projeto Brincar de Viver foram integrados 24 idosos, sendo que a inclusão digital dos participantes só foi possível devido a um financiamento do Atlantic Institute, entidade internacional voltada à promoção da equidade e inclusão social de populações vulneráveis, que garantiu internet e tablets para o grupo.

Os participantes foram divididos em quatro equipes com atividades em grupo de dança, palhaçaria, contação de histórias e culinária. Durante 3 meses, por meio da plataforma Zoom, as reuniões aconteceram uma vez por semana e duravam uma hora. Cada mês teve um tema principal: comunicação, memória e imaginação.

Com as reuniões, o projeto buscava criar situações de comunicação significativa e prazerosa para promover a interação social e capacitação.

Para ter diversidade, foi firmada uma parceria com o SUS de Porto Alegre para mapear e incluir idosos autodeclarados negros, pardos e indígenas. A prioridade de inclusão no projeto foi dada àqueles que têm um cuidador ou familiar capaz de fornecer suporte pessoal.

O projeto tem colaboradores das áreas da saúde e das artes da própria UFRGS, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e da Universidade Federal de Santa Catarina.

Para o segundo ciclo, o financiamento do Atlantic Institute está sendo renovado e a expectativa é ampliar a turma para 54 pessoas. Aliado a isso, a organização do projeto também obteve um financiamento de pesquisa da Alzheimer’s Society para pesquisar os benefícios da palhaçaria na comunicação e na qualidade de vida dos idosos.

Fonte: ECOA UOL

Foto: Divulgação,