Programa Mulheres+Renda, da Rede Asta, utiliza absorventes menstruais de tecido reutilizáveis para combater pobreza menstrual, poluição e ainda gerar renda a costureiras de todo o país

Por Juliana Lima, via Observatório do Terceiro Setor

O Programa Mulheres+Renda, promovido pela Rede Asta, utiliza a confecção de absorventes menstruais de tecido e reutilizáveis para atuar na solução de três problemas sociais: a pobreza menstrual, que afeta milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade, a falta de trabalho e de ganhos das costureiras impactadas pelas sucessivas crises econômicas, e o acúmulo de lixo causado pelos absorventes higiênicos descartáveis.

Até dezembro deste ano, a Rede Asta tem como objetivo captar R$ 10 milhões para que sejam distribuídos os absorventes de tecido a 161 mil pessoas que menstruam de todo o Brasil, gerando cerca de R$ 2,6 milhões em renda para 1.300 costureiras. Para isso, a organização está em busca de empresas parceiras que queiram financiar o projeto.

“O Mulheres+Renda vai disponibilizar às pessoas que menstruam kits com quatro absorventes confeccionados com material de alta absorção e um guia sobre como lavá-los e usá-los. Ao mesmo tempo, vai gerar renda para as costureiras e oferecer a elas formação qualificada e um plano de negócios para que possam se tornar núcleos produtivos de confecção desses kits”, diz Alice Freitas, cofundadora da Rede Asta.

A ideia é que as empresas possam escolher o território para onde querem levar o programa e aportar os recursos que cubram os gastos da matéria-prima para a confecção dos absorventes, a logística das entregas, o pagamento por meta de produção e a formação das costureiras na Escola de Negócios das Artesãs da Rede Asta.

Já a organização fica com a responsabilidade de fazer o mapeamento das costureiras da região escolhida, captar parceiros institucionais locais, como prefeituras e outras organizações do terceiro setor, garantindo que os absorventes cheguem a quem mais precisa.

Ao convidar empresas parceiras, a Rede Asta lembra que o programa está intrinsicamente ligado à agenda ESG (Environmental, Social and Governance) das corporações. Ao utilizar um material durável, o programa evita não só o excesso de resíduos nos lixões e aterros como também o uso do petróleo, um recurso não renovável, polpa de celulose, retirada das árvores, toneladas de litros de água para a produção e outras toneladas de combustíveis para distribuição dos absorventes.

Fonte: https://observatorio3setor.org.br/noticias/programa-de-combate-a-pobreza-menstrual-busca-empresas-parceiras/